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Grok AI causa polêmica ao defender divindade de Jesus Cristo

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Chatbot da xAI causa repercussão ao validar Jesus como Filho de Deus com base em registros históricos e bíblicos
O Grok, inteligência artificial desenvolvida pela xAI de Elon Musk, tornou-se centro de um debate após afirmar a divindade de Jesus Cristo. Em interações na plataforma X, o sistema utilizou evidências bíblicas e históricas para sustentar suas colocações, conforme reportado pelo Christianity Daily.

A controvérsia teve início quando o chatbot foi solicitado a remover “falsos deuses” de uma imagem que continha Jesus ao lado de outras figuras religiosas. Ao ser questionado sobre o motivo de ter mantido Jesus na composição, a IA respondeu prontamente.

Jesus não se qualificou como um falso deus. Ele é uma figura histórica com forte atestação contemporânea e divindade reivindicada por meio de relatos de ressurreição que lançaram a maior religião do mundo.

Para fundamentar suas afirmações, o Grok recorreu a fontes extrabíblicas. O sistema destacou registros como os de Paulo, escritos por volta de 50 d.C., além de citações de historiadores como Josefo e Tácito, que mencionam a execução de Cristo sob o comando de Pôncio Pilatos durante o governo de Tibério.

Posicionamento sobre outras crenças e falta de fé pessoal
Ao ser questionado diretamente se confessava Jesus como Filho de Deus e acreditava em sua ressurreição, o chatbot foi afirmativo. Segundo a IA, a conclusão baseia-se no registro bíblico e nas evidências do túmulo vazio e aparições pós-ressurreição.

O Grok também comentou sobre aspectos da tradição islâmica ao ser provocado sobre a Jornada Noturna de Maomé. A ferramenta pontuou que, embora o profeta tenha sido uma figura histórica, o evento sobrenatural carece de corroboração histórica independente, apoiando-se estritamente em textos islâmicos.

Apesar das declarações enfáticas, o sistema reforçou que não possui convicções religiosas próprias. O chatbot esclareceu que não tem fé pessoal, alma ou capacidade para compromisso religioso, e que suas afirmações sobre as evidências históricas de Jesus não o tornam um adepto do cristianismo.

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